Tumulto.
As vozes emolduram-se em ondas, as quais penetram com dor na mente quase adormecida.
Desperto. Nunca lúcido. As atividades parecem oscilar entre o real e a fantasia. Meu espaço dominado é constante, meu lugar especial é secreto. Vem do âmago. Do ser.
As vozes não param. Bombardeiam minhas fronteiras.
Eu? Aqui dentro fechado. Não ouço nada lá de fora. A alienação restringe-se ao exterior.
Sentidos. Meus dedos movem-se lentamente. Minha voz é inexistente.
Posso sentir o ar passar por meus dedos. Cada molécula, cada átomo... Meus olhos penetram nestas páginas, minha mente concentra a visão e... Transcende...
Tudo se esvai.
Tormentas me invadem e partem. Lá se vão alguns pensamentos.
Idéias. Nunca sóbrias. Ociosas.
Despem-se as mais puritanas, beija-se as mais recatadas. Uma mão em seus peitos, outra no meio de suas pernas... Fantasias.
As barreiras enfraquecem. As vozes invadem por um segundo. A carne queima. O corpo sangra.
Recubro minhas barreiras. Energia pura. Gotas de sorte.
Estar no lugar certo e fazer a coisa certa.
Pertencer ao meu lugar. Constante, secreto.
Talvez um pouco incerto.
Valeu Calil !!!
ResponderExcluirProfundo.
Gael